Com atrações gratuitas, Festival de Arte para Crianças promoveu o que há de melhor na Cultura

De terça a domingo (7 a 12/10) o público assistiu a atrações como “BNegão & Seletores de Frequência cantam e tocam O Sítio do Picapau Amarelo” e “O Mundo dos Irmãos Becker”.
Entre os dias 7 e 12 de outubro, Registro abriu as portas para o 7º Festival de Arte para Crianças, realizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo com execução da APAA (Associação Paulista dos Amigos da Arte). O público infantil participou, gratuitamente, de atrações culturais de diferentes linguagens artísticas, como música, dança, teatro, circo, contação de histórias e literatura.

Entre os diferenciais da sétima edição, está a descentralização das atividades do Festival: os Bairros Agrochá e Vila Nova também contaram com apresentações, de forma a ampliar a integração da cidade ao evento. Além disso, de terça a quinta-feira foram promovidas duas sessões teatrais fechadas para escolas e ações educativas como oficinas de dança, circo e literatura, além de workshops destinados a professores e artistas da cidade. Uma das palestras foi sobre Novas Mídias na Arte-Educação, ministrada pela professora-doutora Glaucia Brito.

Os alunos saíram motivados a prestigiar as diferentes formas de arte. Uma das produções que as crianças aprovaram foi a peça “Denise Desenha nas Paredes”, apresentada pela A Digna Companhia. “Eu descobri nessa apresentação a importância da arte em nossas vidas e por isso eu gostei muito que a personagem Denise ganhou o concurso de desenho”, disse a aluna Liliane, da EMEF Kesao Kasuga.

A aluna da EMEB Pedreira do Arapongal, Mariana, descobriu que a arte pode estar presente em nossas vidas. “Eu aprendi com o teatro que podemos desenhar com o nosso sentimento”. Já Gabriela, aluna EMEF Professor Fernando Sérgio de Campos Machado, achou muito bacana a inspiração da protagonista para elaboração dos desenhos. “Foi muito legal a apresentação e pude ver que tudo o que quisermos fazer pode virar um desenho”.

DIVERSIDADE

A cerimônia de abertura, ocorrida na sexta-feira, 10/10, teve a presença da Coordenadora da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Maria Thereza Magalhães, do Diretor Executivo da APAA, José Roberto Sadek, da Secretária de Educação Municipal, Simone Patrícia de Castilho Cunha, do Secretário de Cultura Municipal, Cristiano Oliveira, do Secretário de Desenvolvimento Social, Carlos Alberto Pereira Júnior, do Prefeito Gilson Fantin e do Vice, Nilton Hirota. As autoridades destacaram a importância do projeto para a formação de público da cidade.

Na área da música, os presentes puderam conferir consagrados espetáculos como “BNegão & Seletores de Frequência cantam e tocam O Sítio do Picapau Amarelo”, em que os músicos se caracterizaram de Tio Barnabé, Emília, Saci Pererê entre outros personagens. Os pais relembraram os grandes clássicos da trilha sonora da obra de Monteiro Lobato. A Banda Estralo apresentou o show “Estórias de Cantar” e, com um vasto repertório, proporcionou aos presentes apreciar releituras de canções como “País Tropical” (Jorge Ben Jor), “Aquarela” (Toquinho, Vinicius de Moraes, M. Fabrizio e G. Morra) e “Bola de Meia, Bola de Gude” (Milton Nascimento e Fernando Brant). No decorrer do show, poemas como “O Relógio” (Vinicius de Morais), “Convite” (José Paulo Paes) e “A Bailarina” (Cecília Meireles) eram declamados ou cantados.

No âmbito do teatro, uma pluralidade de opções, como por exemplo, “A Cuca Fofa de Tarsila”, da Cia. Articularte. A plateia esteve lotada de crianças e adultos que apreciaram uma apresentação lúdica e com um enredo romântico, em que foi possível conhecer um pouco mais a obra da artista Tarsila do Amaral. Outro destaque foi a Cia. Trucks, que emocionou a todos com dois espetáculos: “Sonhatório” e “Construtório”.

Moradores de Registro e região também conferiram atrações circenses como “Nélson do Bigodinho”, da Cia. Moscas Volantes e espetáculos de dança como “Oras Bolas” da Cia. Noz de Teatro.

Durante todo o evento, as pessoas também puderam visitar a exposição “Polaroides (In)visíveis”, de Tom Lisboa. A mostra, feita sem câmera e utilizando apenas papéis sulfites amarelos, é composta por uma série de “falsas polaroides” que, em vez de imagens, trazem textos poéticos para que o público encontre, ao redor, a fotografia que deveria ter sido tirada.





























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