Secretaria de Saúde alerta para possível surto de varicela

Foram confirmados casos da doença nos bairros Agrochá, Guaviruva, Registro B e Serrote.
A Secretaria Municipal de Saúde de Registro está vacinando contra varicela as crianças das creches localizadas no Agrochá, Guaviruva, Registro B e Serrote, bairros que apresentam casos confirmados da doença. Até esta quarta-feira, 2 de julho, 12 casos de varicela em menores de 5 anos foram notificados no município.

Segundo a Chefe de Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica de Registro, Ezeiza Barbosa Stockler, a vacinação contra a varicela é indicada para surtos em creches e ambiente hospitalar. Ela destaca que nas creches deverão ser identificadas as crianças de 9 meses a 5 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias) que não tiveram varicela e frequentaram a instituição nas 4 semanas anteriores ao surgimento dos casos; os funcionários que não tiveram varicela e tiveram contato com os casos; pessoas imunocomprometidas e as gestantes que tiveram contato com os casos.

“Todo surto deve ser notificado. Assim, se pessoas observarem que na sua rua, na sua escola, na igreja, enfim, haja muitos casos de varicela, devem notificar a Divisão Técnica de Vigilância Epidemiológica”, destaca Ezeiza. A varicela, ou catapora, é uma doença altamente contagiosa, causada pelo vírus varicela-zoster e que acomete, principalmente, menores de 15 anos de idade. As formas de controle são somente a vacinação, higiene das mãos e objetos que possam ter secreções de pessoas doentes e o bloqueio de surto em instituições fechadas. Atualmente a vacina de varicela está disponível no calendário nacional para crianças com 12 meses. É a tetravalente, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. A vacina que a Saúde aplica nas creches é a monovalente, só contra varicela.

SINTOMAS

A varicela caracteriza-se pela presença de febre e vesículas (feridas) disseminadas em todo o corpo, que evoluem para crostas até a cicatrização. A transmissão pessoa a pessoa ocorre por contato direto com as lesões de pele e por disseminação aérea de partículas virais. O período de maior transmissão inicia-se dois dias antes do aparecimento das vesículas e perdura enquanto houver as feridas. O período de transmissão é, em média, de 14 a 16 dias (varia de 2 a 3 semanas).

Nas crianças sadias geralmente é uma doença autolimitada com duração de 4 a 5 dias. Em adolescentes e adultos a doença geralmente é mais exuberante. As complicações podem ser: infecção secundária das lesões de pele, pneumonia, encefalite, complicações hemorrágicas, hepatite, artrite, Síndrome de Reye e infecção invasiva grave por estreptococos do grupo A, podendo levar a óbito. É importante ressaltar que indivíduos imunocomprometidos poderão apresentar quadros mais graves da doença.

A doença pode ocorrer durante o ano todo, porém observa-se um aumento do número de casos no período que se estende do fim do inverno até a primavera (agosto a novembro). Em 2003, foram registrados 7.132 surtos com 51.629 casos de varicela no Estado de São Paulo. Em 2005, foram 5.519 surtos com 29.622 casos. Em 2008, 1.572 surtos com 10.018 casos.
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