UBS Centro implanta programa de incentivo ao aleitamento materno

Leite materno evita mortes infantis, diarreia e infecção respiratória, diminui o risco de alergias, hipertensão, colesterol alto e diabetes, reduz a chance de obesidade e melhora a nutrição.
Visando conscientizar sobre a importância do aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida do bebê, contribuindo assim com a redução da mortalidade infantil no município, a Secretaria Municipal de Saúde de Registro, através da Unidade Básica de Saúde do Centro, iniciou no mês de março o programa de incentivo ao aleitamento materno com as pacientes que utilizam os serviços da Unidade. Nesta terça-feira, 20 de agosto, às 13h30, será o primeiro encontro das gestantes a partir do 3º trimestre de gestação e no dia 27 acontecerá o início da segunda turma de mães, pais e bebês de 0 a 6 meses.

Os encontros são mensais e divididos em módulos, onde cada etapa é realizada com a palestra de um profissional. O cronograma conta com a participação de pediatra, fonoaudióloga, enfermeiro, nutricionista, terapeuta ocupacional, psicóloga, dentista e assistente social. Os encontros são realizados de forma associada com as consultas pediátricas e contam com a coordenação da equipe multidisciplinar da UBS.

Elaborado pela Dra. Paula Frassinetti Lima de Andrade (pediatra), Dalsiza Armstrong Savioli (assistente social), Paulino Boécio Neto (enfermeiro) e Ana Carolina Correa Ribeiro (psicóloga), o projeto já promoveu mudanças no comportamento das mães que participaram do primeiro grupo. “Algumas mães entraram no projeto já oferecendo leite em pó para os bebês, mas com o trabalho de conscientização realizado pela equipe, elas passaram a amamentar exclusivamente com o leite materno”, comemora Dra. Paula, pediatra. De acordo com pesquisa realizada pela nutricionista Gislene dos Anjos Tamasia para dissertação de mestrado da Faculdade de Saúde Pública da USP, a probabilidade de uma criança permanecer sendo amamentada exclusivamente com leite materno até o 6° mês de vida é de apenas 13% em Registro.

Para a assistente social Dalsiza Savioli, amamentar é muito mais do que nutrir a criança. “É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento conjuntivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e psíquica da mãe”, completa Dalsiza.

Já está devidamente comprovada por estudos científicos a superioridade do leite materno sobre o leite de outras espécies. O leite materno evita mortes infantis, diarreia e infecção respiratória, diminui o risco de alergias, hipertensão, colesterol alto e diabetes, reduz a chance de obesidade, melhora a nutrição, possui efeito positivo na inteligência e melhora o desenvolvimento da cavidade bucal. Além disso, amamentar protege contra o câncer de mama, evita nova gravidez, promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e melhora a qualidade de vida.





























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