CRAM realiza campanha de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

Na segunda-feira, 25/11, será realizado o Encontro pelo Dia Internacional do Enfrentamento à Violência contra a Mulher
O CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Fundo Social de Solidariedade, realizará a Campanha de 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra a Mulher em Registro. A campanha será lançada nesta quinta-feira, 21 de novembro, com panfletagem feita pelos integrantes do Projeto Jovemix (CRAS) e técnicas do CRAM.

A população receberá informações sobre os trabalhos do Centro de Referência da Mulher e sobre a lei que defende as mulheres (Lei Maria da Penha - nº 11.340/2006). Durante o período de 16 dias, haverá panfletagens, textos informativos veiculados na imprensa e redes sociais, oficinas e palestras com mulheres. Na segunda-feira, 25/11, será realizado o Encontro pelo Dia Internacional do Enfrentamento à Violência contra a Mulher. O evento será no Teatro Wilma Bertelli (KKKK), a partir das 8 horas, e contará com a presença da deputada estadual Maria Lúcia Amary, professora e advogada, autora da Lei que garante o atendimento especial às mulheres vítimas de violência sexual.

A coordenadora do CRAM, Rosa Martins, lembra que a violência contra a mulher não se restringe à agressão física. “A violência ocorre nos espaços públicos e privados e é também psicológica e moral. As agressões verbais reduzem a autoestima e causam danos à saúde, pois geram estresse e enfermidades crônicas”, afirma Rosa. “A violência interfere na vida, no exercício da cidadania das mulheres e no desenvolvimento da sociedade em sua diversidade”, conclui.

LAÇO BRANCO

No dia 6 de dezembro, o CRAM também lançará a Campanha do Laço Branco: Homens pelo fim da Violência contra a Mulher. A Campanha tem o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Suas atividades são desenvolvidas em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a equidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos. Durante o mês de dezembro, os homens serão convidados a usar um laço branco pelo fim da violência contra a mulher.

HISTÓRIA

A data de 25 de novembro de 1960 ficou conhecida mundialmente por conta do maior ato de violência cometida contra mulheres. As irmãs Dominicanas Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, que lutavam por soluções para problemas sociais de seu país foram perseguidas diversas vezes e presas até serem brutalmente assassinadas. A partir daí, 25 de novembro passou a ser uma data de grande importância, principalmente para aquelas que sofrem ou já sofreram violência.

Já no dia 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica na cidade de Montreal, Canadá. Ele ordenou que os homens (aproximadamente 50) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Gritando “vocês são todas feministas!?”, esse homem começou a atirar enfurecidamente e assassinou 14 mulheres à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. O rapaz deixou uma carta na qual afirmava que havia feito aquilo porque não suportava a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino.
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